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ECOLOGIA, CAPITAL E SOCIALISMO

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"Se a história me escapa, isto não decorre do fato que não a faço; decorre do fato que outro também a faz". Jean Paul Sartre. Este texto é dirigido, em geral, à todos que tem algum tipo de preocupação com o futuro de nossa sociedade, e, em particular, àqueles inquietos com o destino do meio ambiente, o que na verdade são a mesma preocupação, meio ambiente e sociedade. A luta pela preservação da natureza é, a priori, uma luta contra o capital- entendendo este como base de toda e qualquer sociedade capitalista. Isso porque uma sociedade baseada na produção de capital é caracterizada pela busca incessante por lucro, não importando em que condições este lucro é auferido. Devemos compreender que o capital é, também, um tipo de lógica, a lógica do capital. Existem vários tipos de racionalidade em relação a objetivos. Na lógica do capital o racional é conseguir cada vez maiores taxas de lucro, mesmo que para isso seja necessário explorar outro ser humano ou destruir o meio ambiente,...

O LEITOR PARTICIPANTE: PROPOSTA AOS LEITORES

"Se a história me escapa, isto não decorre do fato que não a faço; decorre do fato que outro também a faz". Jean Paul Sartre Olá compadres e comadres! Agradeço a todos que leêm e participam do blog. Como sabem, não tenho a intenção de exercer um papel de doutrinação sobre os que participam do blog, mas com certeza quero influenciar e colocar questões que deveriam estar em pauta nos espaços de discussão. Mas chegou a hora, sempre é hora, dos leitores me influenciarem para além dos comentários dos textos. Estou propondo duas coisas: - A primeira é de mandarem sugestões de assuntos a serem abordados. Claro, com temáticas próximas das discutidas no blog. Tentarei através da sociologia e com meus limitados conhecimentos abordar a questão proposta por vocês. - A outra proposta é de que enviem textos completos a serem expostos aqui no blog. Bom, é isso. Espero com ansiedade sugestões e textos de vocês. Inté mais!

Governo corta R$ 1,2 bi da Educação

Aí estão os efeitos provocados pela "marolinha". Redução faz parte do corte de gastos que deve chegar a R$ 10 bi anunciando no mês passado pelo governo Renata Veríssimo e Edna Simão, de O Estado de S. Paulo Brasília - O governo definiu na segunda-feira, 31, os ministérios e os órgãos da União que terão uma nova redução de orçamento este ano, como parte do corte de gastos anunciando recentemente pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. O Ministério da Educação foi o mais afetado e terá R$ 1,28 bilhão a menos para gastar em 2010. Com esse corte adicional, o orçamento da Educação perdeu R$ 2,34 bilhões em relação aos valores aprovados pelo Congresso Nacional. No total, o Executivo está reduzindo despesas no valor de R$ 7,5 bilhões, com a justificativa de tentar conter o consumo do governo e, por consequência, o crescimento da economia e da inflação. Outra razão para o corte, não declarada pelo governo, é se adequar às obrigações legais. Já que o governo está prevendo uma queda ...

A SUPEREXPLORAÇÃO DO SER HUMANO

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"A cólera é o úlitmo reduto da humanidade do colonizado". "O europeu só pode fazer-se homem fabricando escravos e monstros". "Eramos os sujeitos da história e atualmente somos os objetos. Inverteu-se a correlação de forças, a descolonização está em curso". (Jean Paul Sartre, prefácio do livvro "Os Condenados da Terra"). Como viver com R$ 510,00 por mês? Esta é a pergunta que se colocam 30% dos brasileiros. Ainda 65% dos brasileiros devem se fazer a pergunta como viver com até dois salários mínimos por mês. Essa pergunta gera outra: os brasileiros, vivemos ou sorbrevivemos? R$ 510,00 é o valor do salário mínimo no Brasil. Historicamente, o salário mínimo foi conquistado pelas lutas dos trabalhadores. Ele intenciona prover o mínimo de sustento para a mão de obra. Economicamente, ele cumpre a função de fomentar a realização da mercadoria, isso é, de criar mercado consumidor para as mercadorias dos capitalistas. Segundo Karl Marx, do valor total pro...

SAIBA O QUE É O CAPITALISMO

Atílio Borón* O capitalismo tem legiões de apologistas. Muitos o fazem de boa fé, produto de sua ignorância e pelo fato como dizia Marx, “o sistema é opaco e sua natureza exploradora e predatória não fica evidente, perante os olhos de homens e mulheres do mundo” Outros o defendem porque são seus grandes beneficiários e arregimentam enormes fortunas graças a suas injustiças e iniqüidades. Há também outros (gurus, financistas, opinólogos, jornalistas especializados, acadêmicos bem pensantes e diversos representantes do pensamento único) que conhecem perfeitamente o que o sistema impõe em termos de custos sociais, degradação humana e do meio ambiente, mas como estão muito bem remunerados procuram omitir essas questões em seus relatos. Eles sabem muito bem, que a “batalha de idéias” que foi convocada por Fidel Castro é algo que pode ser perigoso para as ideologias que no intimo defendem e por isso não se empenham em denunciar as mazelas do capitalismo. Para contraditar a proliferação de v...

A NEGAÇÃO DO FUTURO

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Recentemente, li o livro "Questão de Método" de Jean Paul Sartre. Nele, o autor francês contrapõe o marxismo vulgar e stalinista do Partido Comunista Francês que diz ser o homem um simples resultado de suas condições materiais de existência. Esta interpretação economicista não consegue explicar o por quê de dois indivíduos da mesma classe serem diferentes. Sartre diz que sim, o homem é influenciado por suas condições materiais, mas cada indivíduo lidará de forma diferente com esta interiorização do exterior, formando uma relação de trocas entre indivíduo e seu meio. Dessa forma, não somos simplesmente o que queremos ser, somos as nossas condições materiais de existência, a forma que interiorizamos estas condições e como as exteriorizamos junto ainda à elementos genéticos. Assim, nossa realidade é um palco de potências. No tempo presente, o indivíduo pensa no vir a ser do futuro. Assim o futuro aparece como guia do presente. O futuro é fator de transformação do presente. Mas e...

OURO E SANGUE

(Baseado no prefácio de Jean Paul Sartre para o livro "Os Condenados da Terra" de Frantz Fanon) O que eu faço com tanto ouro? O que faço com tanto ouro e sangue? Tanto sangue sangue Que faço com tanto açúcar? Tanto açúcar e opressão tanta opressão opressão O que faço com tanto petróleo? O que faço com tanta morte? Tanta morte morte Sou eu a rica metrópole sou eu o explorador tanta exploração exploração Liberdade transvestida de escravidão Fraternidade oculta a repressão Igualdade, retórica da humilhação A multidão colonizada reage São os séculos de tirania embrenhados na minha pele no meu sangue sangue.