terça-feira, 2 de junho de 2009

OS LIMITES DO CAPITALISMO


“A primeira condição para transformar a realidade consiste em conhecê-la”
Eduardo Gaelano

Com estes escritos espero mostrar a impossibilidade de, por meio do Capitalismo, vencer três diferentes problemas: a desigualdade social; a miséria; a deterioração do meio ambiente. Mas antes devo retificar que a proposta do blog é um caminho intra-capitalista, entendido como nacional-desenvolvimentismo. Incorporo esse objetivo devido a um realismo conjuntural, visto a baixa chance de atingirmos uma revolução socialista na atual configuração social.
Devo também afirmar e reconhecer que o Capitalismo trouxe inúmeros avanços comparados aos modos de produção pretéritos, como o Feudalismo e Escravismo. Mas chegou aos seus limites e ameaça a humanidade com essas limitações. Dito isto vamos aos problemas no Modo de Produção Capitalista.

1-) A Desigualdade Social:

Primeiramente, devo, didaticamente (o que não quer dizer muita coisa), lançar mão de alguns conceitos sociológicos. No Capitalismo existem, basicamente, duas grandes classes sociais. A primeira é a Burguesia, caracterizada pela propriedade dos meios de produção (fábricas, indústrias, latifúndios, bancos, etc). Por outro lado o Proletariado, caracterizado pela posse, unicamente, de sua força de trabalho. Uma classe complementa a outra, numa relação entre Capital e trabalho. Quando falamos em Capitalismo estamos pensando em uma sociedade que tem como principal meio de produção o Capital. Mas o que é esse conceito tão usado e tão mal compreendido? O Capital é valor que cria mais-valor. Aparece como dinheiro, mas na verdade é trabalho não-pago. Exemplo pra ilustrar melhor o Capital: um tênis surge no mercado com um preço, hipoteticamente, R$200,00. Na aparência o Capital é dinheiro. Mas ele é valor que cria mais-valor, mas pra quem? Ou qual classe? Pra burguesia. O burguês paga, hipoteticamente, R$ 20,00 ao trabalhador por tênis produzido. Então investiu R$20,00- valor- que se transformou em R$200,00- mais-valor-, obtendo um lucro de R$180,00 (claro, retirando os impostos e outros custos de produção como transporte, matéria-prima, maquinário, etc). Esses R$180,00 são dinheiro na aparência, mas na essência são trabalho não-pago, o valor não é criado do nada, é fruto do trabalho, e no Capitalismo, de trabalho não-pago. Então o Capital é uma relação social de exploração. Evidentemente este é um fato que é melhor ser escondido pelas classes dominantes nas entranhas da sociedade.
O Capital, como vimos, é baseado na acumulação, na concentração, e não na distribuição. A produção é social, e a apropriação do produto do trabalho é individual, essa é a “raiz" da desigualdade social. Algumas pesquisas atuais mostram que esta situação só vem piorando com o passar de neoliberalismos e cia. A situação piora ainda mais quando analisamos a localização das diferentes classes sociais, constatando que as classes altas se concentram nos países centrais, e aos trabalhadores dos países periféricos resta a superexploração do trabalho. Enquanto uma classe acumula renda por vários meios (especulação, financiamentos, incentivos estatais, etc), todos baseados na forma de exploração do capital, outra classe, majoritária, vende sua força de trabalho para sobreviver. A desigualdade social é interina ao Capitalismo, ela é estrutural, vem acompanhada dessa forma econômica.

2 comentários:

Gustramires disse...

Unidos contra el sistema!

Gustramires disse...

Unidos contra el Capitalismo!